quarta-feira, 30 de junho de 2010

Receitas sem gluten




Pessoal são duas receitas de pão sem gluten. uma amiga que passou (obrigada Virgínia) e ficam ótimos.

Pão de Queijo de Tofú


Juntar em uma panela:
- 1 copo de óleo (mal cheio)
- 1 copo de leite de arroz (não use leite de soja para não modificar o gosto do pão de queijo)
- 1 copo de água
- 1 colher de sobremesa de sal

Colocar esses ingredientes para ferver e escaldar com essa mistura 5 copos de polvilho doce. Mexer bem e esperar esfriar um pouco. Adicionar um prato fundo de tofú amassado (esprema em um pano depois de amassado) e tempere com sal, azeite (pouco) e 1 cebola bem ralada. Pode também fazer sem cebola, mas ela da um gostinho especial...

Sovar a massa e ir adicionando ovos, 1 por 1 até dar o ponto. Normalmente este pão de queijo especial ficará no ponto de ser colocado na assadeira às colheradas, porque o tofú é bem mais macio do q o queijo minas curado, que é o queijo usado parada fazer pão de queijo.

• Assar em forno BEM QUENTE. Pode deixar os pãezinhos congelados e assar quando quiser.

Pão de Queijo de Batata Baroa
½ copo de óleo
½ copo de leite de arroz -obs.: usei a água do cozimento da batata, ficou bom também.
½ copo água
½ colher sobremesa sal
300g batata baroa cozida e amassada
4 xíc. polvilho doce -obs: usei ½ polvilho doce e ½ com polvilho azedo, ficou crocante
1 ou 2 ovos
Ferver o óleo, o leite de arroz e a água.
Escaldar o polvilho, e esperar esfriar um pouco. Acrescentar o sal e a batata amassada, misturando bem.
Acrescentar 1 ovo e observar o ponto da massa para que não fique muito úmida.
Se necessário, use um pouquinho mais de polvilho para que a massa se desprenda das mãos.
Fazer as bolinhas e assar. Pode ser congelado para assar mais tarde.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dunga ou Maradona?


Não resisti e como dizem minhas irmãs: eu sempre tenho uma opinião para dar sobre todos os assuntos, os mais variados. Nada tem com nutrição, mas com uma cidadã.
Bem, não sou jornalista, não sou cientista político, não sou comentarista esportista (aliás, a melhor profissão do mundo: a única que ganha a vida com o “se”, o cara não está em campo, não tem que tomar decisões rápidas, não precisa arcar com as conseqüências dos seus comentários e dos seus atos, e diz “se “ fulano tivesse passado a bola seria gol, “se” ele tivesse agüentado ser espancado quieto não seria expulso, “se” o técnico tivesse mudado o esquema tático ganharia o jogo e assim por diante. Nós, meros mortais, estaríamos perdidos se tentássemos viver do “se”). Mas, voltando ao assunto, também não sou o Arnaldo Jabor e nenhuma filósofa famosa ou mesmo desconhecida, portanto você não precisa se sentir obrigado a ler para saber a minha opinião sobre esse assunto, mas só por curiosidade pense comigo um pouco. Meu nome é Ana (bem comum), sou nutricionista, casada, ralo muito para manter minhas contas em dia e tenho dois filhos que amam futebol e lógico como a maioria desses garotos brasileiros querem ser jogadores de futebol. E é exatamente por isso que peço licença e me dou o direito de fazer a seguinte analise.
Confesso que gosto não gostando muito da Copa do Mundo. Raramente acompanho os jogos, mas sempre torço para que a Seleção Brasileira passe para a próxima fase. Mas, esse ano isso tomou um significado especial e passei a torcer para que a Argentina seja logo eliminada, pelo menos antes do Brasil, nada contra o povo argentino, heim! Olhando de fora, como um olhar feminino, assim sem muitas paixões, enxergo a implantação de um duelo de estilos, entre Dunga e Maradona. Provavelmente eles nem estão preocupados em duelar, mas parece que a mídia resolveu promover esse show.
Muito me preocupa quando penso em tudo o que o Maradona representa e em tudo o que a mídia o tem ovacionado. Um jogador que ganhou uma Copa do Mundo na base da desonestidade com um gol de mão; meteu-se em todos os tipos de confusão sem se preocupar se era “um espelho” ou não para os mais jovens, senão me engano sofreu 2 overdoses; não obedece a Fifa, arredio que é com os limites, prolonga suas entrevistas ao seu prazer; não dá limite algum aos seus jogadores; faz o seu esporte um show de piadinhas e de achincalhadas ; faz qualquer coisa para aparecer, menos mostrar trabalho; e passa, talvez, pelo o melhor momento da sua carreira no Brasil, por problemas de relacionamento com o Dunga, a imprensa brasileira está promovendo a maior apologia que já vi ao estilo Maradona de ser. Só escuto elogios aos deboches que esse jovem senhor gosta de fazer, como ele é divertido, como ele é brincalhão.
Já o Dunga, olhe para a carreira que ele construiu: foi execrado na Copa de 90, eleito o pior jogador; deu a volta por cima e levantou a taça, no tetracampeonato, na Copa seguinte; é mui8to determinado e leva sua profissão muito a sério, de maneira profissional; não nasceu com o maior talento do mundo, mas correu atrás desse prejuízo e realizou o sonho de 90% dos meninos brasileiros; aceitou um cargo de técnico, o qual até o Felipão não queria mais, pois a pressão é desproporcional ao prazer do trabalho; não tem medo de desagradar, mas aceita a responsabilidade de suas atitudes e protege seus jogadores mesmo debaixo de fogo intenso. Ok, o cara é grosso, mas nesse caso está longe de significar falta de respeito.
Que tipo de exemplos queremos para os nossos filhos? Aquele que se parece com a grande maioria dos brasileiros e dos argentinos que têm que levantar todos os dias para fazer jus ao que ganha no final do mês? Ou aquele que diz que podemos nos dar bem só usando o marketing “do mal”? Esse duelo é uma boa expressão da crise de valores que o mundo passa atualmente. Um mundo que valoriza o esperto, o mala, onde o trabalhador nada mais é que um "banana" que não sabe como se dar bem, onde a mídia decide o que é melhor e o que é pior. Honestidade, caráter, honradez, dignidade, para quê? Não quero ver meus filhos seguindo e sendo manipulados por opiniões parciais e equivocadas como essas que estão divulgando atualmente. Pensem bem sobre qual o caminho que devemos seguir e admirar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Doenças crônicas não transmissíveis

Vídeo interessantíssimo ostato pelo Henrique e resolvi postar também. Assistam, pois é muito importante.




http://www.youtube.com/watch?v=0_u9wJDxrTY

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Alimentação Saudável no Inverno e nas festas juninas

Dicas para uma alimentação leve mesmo no inverno


Chegou o inverno, os meses de maio, junho e julho costumam vir acompanhados de temperaturas mais baixas, muito cobertor e casacos. Como precisamos usar mais roupas parecemos mais cheinhos, o que é um martírio para os que estão em tratamento para redução de peso.
Tudo começa a jogar contra até porque a necessidade do organismo de manter a temperatura corporal nos acende uma fome a mais. Vontade de comer coisas mais pesadas e bem mais calóricas e para quem mora em Brasília está aberta a temporada de festas juninas, julinas e companhias ilimitadas. Muito quentão, muita canjica, churrasco, tudo gira em torno da comida na tal da festa junina.

Nessa época do ano todos reclamam que fica complicado comer frutas, saladas, legumes e beber água. Então, aqui vão algumas dicas para você não sair de forma nessa época tão complicada:

1- Todos os alimentos devem estar o mais quente possível, pois assim melhora a sensação de saciedade e diminui o frio.

2- Água: sempre a temperatura ambiente. Para os adeptos temos como boa opção para ingestão de líquidos o chá, qualquer um deles, o que você gosta mais, o importante é que não use açúcar e esteja bem quentinho. Nossa parece que comeu um boi, mas foi só hidratação. Outra opção legal é o chimarrão.

3- Saladas: as verduras e os legumes crus devem ser retirados com antecedência da geladeira (quarenta minutos) e podem ser temperados com páprica, pimentão e pimentas que sobem a temperatura numa boa.

4- Hortaliças cozidas: boa alternativa são os legumes e hortaliças que necessitam de cozimento e, lógico, serem servidos assim que saírem da panela. Podem também ser temperados com pimentas, gengibre, curry, pimentão, noz moscada, e qualquer condimento que ajude a subir a temperatura.

5- Frutas: sempre fora da geladeira, senão fica complicado comer frutas, outra opção é consumir frutas secas ( banana passa, uva passa, ameixa seca, damasco seco, etc), é importante lembrar que a quantidade de calorias das frutas secas não muda o que diminui é o teor de água. Por exemplo: 10 uvinhas passas têm 70 Kcal. Algumas receitas que tornam as frutas mais agradáveis nessa época:
Banana: coloque com casca no microondas por 1 minuto. Descasque com cuidado e polvilhe um pouco de canela.
Maçã, abacaxi, pêra e manga: corte em cubinhos e refogue em 1 colher de chá de margarina light, acrescente um pouco de cravo da índia e canela em pau e deixe amolecer levemente.
Banana, maçã, abacaxi e pêra: ficam ótimos assados.
Banana da terra: cozinhe em água e depois como com canela e 1 colher de chá de açúcar light.

6- Kit de sobrevivência a festas juninas: primeiro faça um pequeno lanche antes de sair de casa e vá acompanhado para ter com quem dividir 1 porção de cada alimento. Um copinho de 50 ml de quentão se estiver muito frio, invista nos caldos (feijão, peixe e caldo verde, todos ½ porção), corra dos cremes, ½ espetinho de frango é bem melhor e para sobremesa ½ pamonha doce.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O mundo infantil e a alimentação



O mundo de Maria
(adaptado por Ana Flávia Máximo)

Era uma família pequena: Maria – uma linda menininha de 6 anos, Carlos - o pai e Karina – a mãe. Tinham os mesmos problemas que toda família normal tem: uma criança com dificuldades para se alimentar, papai e mamãe ocupadíssimos, etc, etc.
Toda a noite era a mesma coisa:
- Maria, o que você gostaria de jantar? Perguntava Karina.
- Pizza! Dizia Maria, radiante.
É muito difícil, mas Maria sempre quer comer pizza no jantar. Karina já não sabe o que fazer, está muito cansada de um dia inteiro de trabalho e acaba cedendo. Tudo estaria bem se a menina deixasse acrescentar outros alimentos como: brócolis, tomate, pimentão, escarola ou rúcula...Mas, nada, ela sempre argumenta:
- Nada de “verdinhos”, eu não gosto, eca!
Um dia Karina estava conversando com Carlos sobre essa situação e na hora do jantar ele teve uma idéia fantástica:
- Ei Maria!Disse ele, vamos fazer uma colagem em nosso jantar hoje!
- O que é uma colagem, papai? Perguntou Maria, muito curiosa.
- Pegamos alimentos de várias cores e assim fazemos um desenho bem legal em cima da pizza, o que você acha?
- Muito divertido!
Karina, aliviada, pegou massas prontas de pizza na geladeira e vários alimentos: brócolis, rúcula, tomate, milho, azeitona, frango desfiado, cenoura ralada e milho cozido. Cada um fez o desenho: um palhaço, uma flor e um jardim. Maria fez o palhaço da seguinte maneira: as azeitonas viraram os olhos; o tomate - a boca; a cenoura o contorno da boca; um tomate cereja, daqueles pequenininhos, virou o nariz; o frango – um bigode imenso; e o brócolis – uma peruca muito divertida. Quando todos terminaram Maria notou que no jardim do papai faltava a cenoura, e perguntou porque:
- Não tem lugar para a cenoura na minha colagem filha. Respondeu Carlos, ela achou meio estranho, pois sabe que existem flores laranjas, mas como a brincadeira tinha dado muita fome, resolveu comer logo.
Naquela noite jantaram lindas colagens em pizzas, na noite seguinte fizeram colagens em pratos cheios de macarrão e na próxima no arroz com feijão. Quando se deram conta Maria estava comendo de tudo, tinha conseguido uma atenção saudável dos seus pais.

E aí o que acharam da estória da Maria e sua família? Na verdade, o início dela se repete na maioria das casas que conhecemos: mãe e pai exaustos e uma criança que não come bem,
Todos nós nos preocupamos com a alimentação dos nossos filhos, e isso realmente é o correto. O problema é que vejo pais muito incomodados com as quantidades ingeridas e não com a qualidade. No consultório é muito comum pais desesperados com a quantidade que o filho está ingerindo e nas suas angústias acabam estimulando o consumo das guloseimas “Pelo menos é um pouco de caloria, doutora!” Caminho errado pessoal!
As crianças precisam de calorias para crescer, mas não é só. Proteínas, gorduras vegetais, vitaminas e sais minerais são imprescindíveis para o desenvolvimento físico e neurológico, e normalmente não são encontrados nos pacotes de salgadinhos, doces e refrigerantes.
Da historinha que lemos podemos tirar algumas dicas:
- faça como “Carlos” e se esforce um pouquinho para entrar no mundo lúdico do seu filho, pode ter certeza que terá um efeito melhor que chantagens, trocas, castigos, ameaças, permissividade, passividade, etc...
- respire fundo, várias vezes se for o necessário, assim é possível manter um ambiente agradável na hora das refeições.
- Karina, Carlos e Maria jantam juntos todos os dias. Procure reunir a família em volta de uma mesa para pelo menos 1 refeição do dia. Não se esqueça: televisão desligada, o foco é o alimento.
- deixe os salgadinhos, guloseimas e refrigerantes apenas para os fins de semana. Um sanduíche ou uma pizza caseira é sempre uma boa opção, assim você pode colocar verduras e fazer um suco natural.
- preste atenção na sua alimentação. Se você ainda não observou, pode ter certeza que o seu filho já, e não adianta insistir para que ele coma algo que VOCÊ não come.
- você não gosta de rotina? Que tédio não é? Mas, crianças se sentem muito mais seguras quando sabem exatamente qual é o próximo passo, estipule horários e locais para as refeições. No começo
será difícil, mas depois, acredite, a criança ficará mais calma e até terá mais apetite.
- os alimentos essenciais para a saúde, crescimento e desenvolvimento do seu filho são: leite e derivados; carne, aves, peixes e ovos; frutas, legumes e hortaliças; cereais integrais, leguminosas (grãos), arroz integral de preferência, pão integral. Tudo na forma mais natural possível.
-os alimentos podem ser divididos em construtores, energéticos e reguladores. Uma boa refeição tem pelo menos 1 representante de cada grupo.
- no mais, amor, amor, amor, quanto mais, melhor.

domingo, 2 de maio de 2010

Alimentação Saudável para os alunos do 5o ano C

Em homenagem aos alunos do 5o ano C do Ensino Fundamental da Escola La Salle de Águas Claras.

Vamos relembrar o que vimos na sala:

Alimentos energéticos: são os alimentos que nos dão energia para brincar, correr, nadar, jogar futebol, estudar, arrumar a cama depois que acordar, ajudar a lavar banheiro, ler, olha que legal precisamos de energia para comer e processar os alimentos para transformá-los em nutrientes, levar o cachorro para passear, ajudar a lavar louça, fazer o dever de casa e muito mais. Precisamos de energia para tudo, inclusive para aquilo que fazemos no banheiro. Exemplos de alimentos que dão energia estão na base da pirâmide alimentar: pães, arroz, macarrão, granola todos integrais de preferência (lembram por quê?), batata, mandioca,milho, etc.
Alimentos reguladores: são os alimentos ricos em vitaminas e minerais. Esse grupo de nutrientes é super importante, pois regulam o funcionamento do nosso corpo, sem eles não conseguimos construir nossas células (lembra do cimento na parede?) e nem fabricar energia (o óleo que permite o motor do carro utilizar a gasolina para fabricar energia). Exemplos de alimentos que regulam o nosso organismo estão logo acima dos energéticos na pirâmide alimentar, são as verduras, os legumes e as frutas.
Alimentos construtores: são os alimentos ricos em nutrientes que formam as células, constroem as células. Exemplos de alimentos que constroem estão logo acima dos alimentos reguladores na pirâmide alimentar. São as carnes, leite, ovos, queijo, feijões, frango e peixe.

Lá no topo da pirâmide temos os óleos vegetais que são alimentos importantes para várias funções, mas devem ser consumidos em poucas quantidades. E também temos os alimentos digamos assim, "destruidores", que são ricos em açúcar, gorduras que entopem nosso sistema circulatório, alimentos muito industrializados e assim por diante que só deveriam ser consumidos muito de vez em quando, caso o contrário, cai tudo (lembram?).

Abraços Ana